Inflação acumulada no ano é a menor desde 1998

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IPCA fechou o mês de setembro com alta de 0,16% ante um avanço de 0,19%; pelo quinto mês consecutivo, o item alimentação apresentou resultado negativo

RIO – A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou setembro com alta de 0,16% ante um avanço de 0,19% em agosto, informou nesta sexta-feira, 6, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Pelo quinto mês consecutivo o grupo dos alimentos apresentou queda (-0,41%) no IPCA Foto: JF Diório/Estadão

O resultado em setembro fez a inflação acumulada em 12 meses voltar a subir. Passou de 2,46% em agosto para 2,54% em setembro e foi o primeiro avanço na taxa em 12 meses desde agosto de 2016.

A taxa de inflação acumulada de janeiro a setembro de 2017 foi de 1,78%, sendo a mais baixa para o período desde 1998, quando ficou em 1,42%.

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Cesta. As famílias brasileiras voltaram a gastar menos com alimentação em setembro, pelo quinto mês consecutivo . Em setembro, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, somente Alimentação e Bebidas (-0,41%) e Habitação (-0,12%) apresentaram sinal negativo. Nos demais, destaca-se o grupo Transportes com 0,79% de variação e 0,14 ponto percentual (p.p.) de impacto no índice do mês.

Pelo quinto mês consecutivo o grupo dos alimentos apresentou queda (-0,41%), sendo essa menos intensa que a registrada em agosto (-1,07%). Os alimentos para consumo em casapassaram de -1,84% em agosto para -0,74% em setembro, sob influência de itens importantes no consumo das famílias como as carnes (que passaram de -1,75% em agosto para 1,25% em setembro) e as frutas (de -2,57% em agosto para 1,74% em setembro).

Por outro lado, vieram em queda: o tomate (-11,01%), o alho (-10,42%), o feijão-carioca(-9,43%), a batata-inglesa (-8,06%) e o leite longa vida (-3,00%). Todas as regiões pesquisadas vieram em queda em setembro, indo dos -1,70% registrados na região metropolitana de Recife até -0,08% em Goiânia.

No grupo Habitação (-0,12%), a queda ficou na conta da energia elétrica, em média 2,48% mais barata, em razão, principalmente, da entrada em vigor da bandeira tarifária amarela a partir de 1º de setembro, representando uma cobrança adicional de R$ 0,02 a cada Kwh consumido. Em agosto, a bandeira tarifária vigente era a vermelha, incidindo um adicional de R$ 0,03 a cada Kwh consumido.

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